Memso!

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25.5.04
 
COISA BOA...

Depois do Oscar, Michael Moore arrebentando em Cannes com o seu "Fahrenheit 9/11 - recebendo a Palma de Ouro das mãos de Quentin Tarantino...Excelente!

...E COISA RUIM!

E o Flamengo do Brasileirão que não se ajeita...? Aliás, o calvário carioca no campeonato já era anunciado mesmo. Se bobear, vai nos restar a tentativa do título da Copa do Brasil (que em outros tempos, a se julgar pelos adversários seria dado como conquista certa - em outros tempos, eu disse!) e batalhar pra não fazer feio ou pelo menos escapar do feíssimo.

PROMESSA É DÚVIDA

Ainda não consegui o setlist certinho do show do Teenage Fanclub no CPF. Um doce pra quem colá-lo nos comentários!

BALANÇA E CAI

O Orkut é realmente bacaninha, mas é instável pra cacete...



12.5.04
 
TAÍ O QUE VOCÊS QUERIAM...

Conforme o prometido, eis aqui o set list do show do Pixies no CPF:

1- Bone Machine
2- Cactus
3- Nimrod's Son
4- U-Mass
5- Crackity Jones
6- Isla de Encanta
7- Vamos
8- Monkey Gone to Heaven
9- Hey
10- I Bleed
11- Broken Face
12- Something Against You
13- Mr. Grieves
14- Velouria
15- Caribou
16- Number 13 Baby
17- River Euphrates
18- Levitate Me
19- The Holiday Song
20- Gouge Away
21- Wave of Mutilation
22- Tame
23- Here Comes Your Man
24- Where Is My Mind

Bis
25- Gigantic
26- Debaser
27- Into The White
28- Planet of Sound

O do Teenage Fanclub eu tô devendo - mas vou pagar.

ELES ESTÃO CHEGANDO...

Leiam aqui e aqui para saber de tudo.
Depois não digam que eu não avisei...



10.5.04
 

ESSE MACACO FOI PRO CÉU


Era muita coisa boa junta pra resistir à tentação do Curitiba Pop Festival 2004: visitar pela primeira vez a capital paranaense, (re)encontrar amigos de todo o Brasil, conhecer o novo lar de um amigo querido (Augusto e Patrícia, obrigado pela acolhida !)- e, claro, ver duas das minhas bandas favoritas em ação.

Antes de falar das atrações principais do CPF, queria cair no lugar comum de elogiar a organização do festival pela pontualidade, pela seriedade e rapidez na entrega dos ingressos comprados online, e até pelos ônibus gratuitos que puseram à disposição do público na saída da pedreira Paulo Leminski. Deixando de lado o episódio da abertura das grades que separavam os dois setores do público no último dia, tudo correu de forma magnífica.

Da noite de sexta-feira, confesso, vi muito pouco. Cheguei à pedreira momentos antes do início do show do Sonic Jr, dupla cujo show já tinha visto aqui no Rio. Por conta disso e também pela empolgação em encontrar tanta gente querida, o som dos caras fez as vezes de trilha sonora a embalar a matança das saudades do povo de Minas, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Florianópolis...Só comecei a fixar as atenções no palco pra valer a partir do Hell On Wheels. Achei o trio sueco 'ok'. Nada que me fizesse redigir alegres linhas de elogios rasgados como os seus sucessores do Teenage Fanclub.

Os escoceses comprovaram em sua performance o porquê do meu carinho por eles. Donos de uma simpática timidez, eles deram aos presentes um apanhado do que há de mais fino em seu repertório, tocando clássicos do meu aparelho de som como "Metal Baby", "Mellow Doubt", "About You"...destaque para "Neil Jung" (uma de minhas favoritas), "What You Do To Me", a deliciosa e ovacionada "Sparky's Dream" e "The Concept". Conclusão: a apresentação deles me fez sentir uma inveja danada dos amigos paulistas que puderam assistir à quatro apresentações dos caras na mesma semana - três em Sampa, uma em Curitiba! Precisam voltar ao Brasil logo, logo e dar aos cariocas essa mesmíssima colher de chá. Nós merecemos...

No sábado cheguei mais cedo, a tempo de pegar pela metade a apresentação da quarta banda do dia, a Excelsior. Achei muito simpático o som deles, e curti também o arzinho blasé da vocalista, que é uma gracinha. Em seguida veio a única banda a representar o Rio de Janeiro no festival, os Autoramas. Gabriel, Simone e Bacalhau fizeram bonito. Num set curto porém eficaz, tocaram com um som bastante bom - o melhor que já ouvi num show deles - e levantaram boa parte dos presentes...muito bacana! Logo depois da apresentação, lá fui eu encontrar meus amigos novamente num dos bares da pedreira. Algumas cervejas e risadas depois, voltei a dedicar minha atenção ao palco no meio do show do Ludov. Arranjos bem-cuidados, melodias idem, letras legais, vocalista carismática...vi pela segunda vez e gostei novamente.

Na seqüência, os curitibanos do Relespública fizeram um show divertido. O trio deixou o público satisfeito com um som mod-rockabilly, dando uma esquentada no povo que já começava a sentir o frio da noite (apesar de o da véspera ter sido mais rigoroso). Encerraram sua participação no festival com uma versão excelente pra "Won't Get Fooled Again", clássico do The Who e música-tema de "CSI:Miami", uma de minhas séries favoritas.

Sucedendo os locais, o Mombojó. Ouvi o disco dos caras, que é interessante mesmo, e estava curioso pra vê-los em ação. Apesar da voz ter ficado baixa na eqüalização, deu pra sentir que a banda é boa, com sacações muito pertinentes e que certamente ainda vai dar muito o que falar. Os recifenses saíram de Curitiba com seu talento reconhecido pelo público. Já a antepenúltima atração do CPF de desconhecida não tinha nada. Muito pelo contrário: Flu, Frank Jorge e Wander Wildner já são caras fáceis na coleção de discos dos roqueiros brasileiros, em seus trabalhos solos ou em suas bandas de origem, DeFalla, Graforréia Xilarmônica e Replicantes, respectivamente.

O trio gaúcho estava ali pra divertir e pra se divertir, no que foi o mais despojado show da noite. Localizado no centro do palco, Wander Wildner se mostrou muito à vontade, e foi dos três o mais contemplado no set list. O bardo do punk brega foi praticamente um mestre de cerimônias da apresentação, e sua performance porralouca sintonizou bem em contraponto com a timidez de Frank Jorge e a discrição de Flu. A platéia se esbaldou em conhecidas pérolas do rock gaudério, como "Empregada", "Eu Tenho Uma Camiseta Escrita "Eu Te Amo"", "Eu"...pulos, suor e cantoria até a última música, a não menos conhecida da galera "Surfista Calhorda". Tive o prazer de encontrar o Frank Jorge no aeroporto, e o cara me disse que, pra eles, a participação no CPF também foi só felicidade.

A alegria do público após tantos shows legais era obviamente recheada também pela expectativa em torno da atração principal. E eis que, logo após a performance dos Pin Ups, lá estavam Kim Deal, David Lovering, Joey Santiago e Frank Black - ou melhor, Black Francis, já que a noite era dos Pixies. E era MESMO.

De "Bone Machine" (primeira do set) a "Planet Of Sound" (a última do bis), o público esteve entregue à felicidade da oportunidade - única, todos sabem - de estar recebendo a banda em solo brasileiro. E o quarteto de Boston superou as expectativas. Admitamos, foi fácil demais. Entraram com o jogo ganho, mas confirmaram a vitória a cada música. No meio da multidão extasiada, pude ver cenas de histeria, de comoção, de pessoas que só faltavam se beliscar pra acreditar que os Pixies estavam ali, tocando pra nós canções como "Hey", "Gigantic", "Vamos", "Broken Face", as minhas favoritas "Wave Of Mutilation" e "Velouria", "Where Is My Mind?", "Monkey Gone To Heaven", "Tame"...Foi um belíssimo apanhado da carreira deles, com canções de todos os cinco discos de inéditas que lançaram.

Em meio à sua performance matadora, ficou claro que o grupo se surpreendeu com a calorosa recepção do público, que cantou junto o tempo todo - inclusive as letras de músicas não tão manjadas como "Mr. Grieves" e "Something Against You". O sorriso não saía do rosto da "veterana de Curitiba" Kim Deal; Joey Santiago, num visual totalmente diferente do que ostentava no auge da banda, provou e comprovou seu bom gosto e criatividade com a guitarra; David Lovering era pura felicidade, e chegou até a pedir a sua colega baixista que tirasse uma foto dele de braços abertos e tendo a galera no fundo; e Black Francis é aquela figura carismática que todos já sabíamos que era, mesmo sem ter dado um "Hello, Curitiba!" no microfone. Querem saber? nem fez falta: a música da banda se encarregou de tudo. Como costuma-se dizer, o resto é história. E isso tudo porque, ao menos pra mim, a ficha ainda tá caindo...

p.s.: Tentarei no próximo post publicar os setlists do Teenage Fanclub e do Pixies.



6.5.04
 
Daqui a pouco me mando pra Curitiba. É claro que estou indo pra ver Pixies e Teenage Fanclub...

Na volta, contarei aqui um pouco como foi. Aos que eu não encontrar por lá, cuidem-se e até a volta!